Pensavas que era só conversa? Não era. Olha à tua volta e vê. Está a acontecer. Estamos a mudar. Mas ainda não mudámos. Desconfio que não vamos sequer a meio. Está a custar muito, bem sei. Também a sinto, a infindável maré vazia dentro de nós a levar-nos tudo. Como é que se agarram as ondas? Como é que se pára o mar? Consegues…?
No outro dia, num daqueles em que me apetece escavar o fundo do poço de joelhos, acabei por desenterrar a responsável pelos crimes que nos fazem penar. É a liberdade.
A Humanidade experimenta hoje uma liberdade histórica. Entre nós e a vida que sonhamos está apenas a vontade de a criar. De começar, pelo menos. Nós estamos nas nossas mãos. Inteiramente por nossa conta.
Os nossos dedos viram-se é para nós agora que a sorte e o azar se reformaram. Foram com eles a indiferença, a maldade, o poder dos outros. O conhecimento expulsou toda a gente e fez-nos ficar sozinhos com os efeitos das nossas decisões. Do que fizemos e deixámos por fazer, sabemos lá porquê. Do que sabemos porquê mas que ainda não foi desta que conseguimos fazer de outro modo. O nosso inimigo, os insucessos, toda a nossa infelicidade somos nós com medo. E com culpa. Muita culpa.Se nos encostarmos por um momento, nos aliviarmos por um momento, nos perdoarmos por uns breves instantes por termos carne que pede carne, ossos que não aguentam tudo e corações que partem e param, talvez arrisquemos olhar no espelho e ver que estamos a envelhecer sem nos termos estreado…
A vida está a acontecer-nos a todo o momento, em todos os instantes que se despedem assim que chegam. Do tempo só ficam as rugas na face se não cuidarmos de deixar outras marcas na alma. É preciso cuidado a viver. Sobretudo connosco. É preciso cuidarmos de nós, para, se quisermos, estarmos em condições de cuidar de outros.
Está à mostra o que resulta de nos forçarmos a aceitar o que as nossas entranhas repudiam, aos berros. O drama está na consciência desta nossa cobardia de ser egoísta o bastante para sairmos à nossa procura. Falta-nos exercer o direito à felicidade e a faculdade de errar nas tentativas. A margem de engano inibe-nos de experimentar. Pouco mudámos e ainda nos julgamos o centro de muitos sistemas solares. Que tudo depende de nós. Comida na mesa, tecto na cabeça, sorrisos na cara, um futuro melhor… Troca por troca, a tua vida como mereces vivê-la, por outras vidas como achas que é melhor serem vividas. No entanto, até esta data, conheço apenas um caso de alguém que morreu por amor. De saudades…A vida continua mesmo quando nós já não estamos. As soluções aparecem. Buscam-se. Descobrem-se capacidades que estavam toldadas pelas tuas. Tantos começam a viver quando outros decidem morrer. Não é crueldade. É assim. A vida encontra mesmo uma maneira de prosseguir. Independentemente de ti.
Estas e outras revelações encontram-se hoje em qualquer prateleira de supermercado ou expositor giratório de uma papelaria. O acaso afinal não existe e está previsto. Ou é previsível. Deus olha por nós mas não se importa connosco. O céu não é o limite. E na terra os limites não estão do lado de fora. Até as fronteiras se mexem para que o Homem caminhe. Livre. Por onde entender. Por onde decidir ir. Ficar.
Hoje não se pagam formas de pensar com a própria cabeça. Não é preciso esconder um amor, porque todos os amores deixaram de ser proibidos. Hoje podemos nascer pobres e governar um país. Inventar uma fórmula para as laranjas serem todas doces, as batatas-fritas boas para a saúde e o chocolate adelgaçante. Hoje não há mulheres nem homens, há pessoas. A poder fazer tudo igual. O bem e o mal reconheceram-se irmãos e hoje existem apenas escolhas…
Hoje posso estar a jantar contigo. Ou a tomar o pequeno-almoço amanhã. Posso largar a toga e vestir um avental. Posso ir atrás da minha visão no Brasil. Posso permanecer onde estou e dar a volta. O que não posso é matar-me nas suaves doses diárias de resignação.
Hoje é bom para o que quisermos. Ontem também foi e amanhã será de novo. Qualquer dia será bom para Te escolheres. Para começares, pelo menos. Mas hoje é Primavera!
Há um Equinócio enamorado pela luz que faz os dias maiores só para a ter mais um bocadinho. Hoje é dia de sair ao jardim e plantar as sementes da tal vida sonhada. O solo está fértil e o sol carinhoso. Hoje é dia de ir às estrelas e lá deixar desejos. Projectos. Ideias para ser feliz. Alcançar a tal paz . Descobrir o tal Amor. Reconhece-lo...
Hoje o Universo tem os portões abertos e a esperança está a ser oferecida. É só levá-la. Mantê-la perto de nós para quando a noite nos puxar para si.
Há um Equinócio enamorado pela luz que faz os dias maiores só para a ter mais um bocadinho. Hoje é dia de sair ao jardim e plantar as sementes da tal vida sonhada. O solo está fértil e o sol carinhoso. Hoje é dia de ir às estrelas e lá deixar desejos. Projectos. Ideias para ser feliz. Alcançar a tal paz . Descobrir o tal Amor. Reconhece-lo...
Hoje o Universo tem os portões abertos e a esperança está a ser oferecida. É só levá-la. Mantê-la perto de nós para quando a noite nos puxar para si.
Na minha estrela deixo desejos para ti também. Queres saber quais são?
Anda até cá. Sobe. Vem deixar os teus e podemos ir falando no regresso de como vamos marcar a alma. Cortar a fita vermelha e dar o primeiro passo num novo caminho ou outro passo noutro e novo caminhar.
IdoMind
about Spring, flowers, butterflies, hope and lots of love
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