Das três formas de manipulação de energia, há uma em especial que não tolero: a da vítima.
À medida que fui estando mais presente de mim, no meu percurso por terras do planeta azul, fui constatando que o nosso afastamento da Fonte nos levou a procurar a Água uns nos outros.
Convencidos que fomos deixados ao abandono e sentindo a necessidade inerente pela energia de que somos feitos e que nos une a todos, passámos a tirá-la onde é mais simples - aqui, no relacionamento com os outros. Dos outros.
Sabem bem do que falo. Daquela dor de cabeça horrível depois de um telefonema com o fulano X; da quebra de vitalidade após o encontro com a senhora Y; da irritação pelo comportamento agressivo do chefe ou a tristeza pelas palavras sempre distantes da namorada.
O facto é que todos tentamos, das mais variadas formas, roubar a Energia Vital dos outros.
Obviamente que este roubo não é feito com dolo. Não o fazemos de forma consciente ou intencional. Quer dizer, a maior parte de nós. Outros haverá que querem e conseguem propositadamente alimentar-se às expensas dos outros. Quero acreditar, todavia, que por regra actuamos mais sob o impulso de padrões de comportamento velados do que com intenção de prejudicar.
Um dos modos mais frequentes e mais eficazes para a prática deste crime é a auto vitimização. Vestirmos a roupa do coitado a quem tudo corre mal. De quem ninguém gosta. Do sacrificado a quem todas as responsabilidades são exigidas. Daquele que apenas dá e a quem ninguém se lembra de retribuir.
Também aqui sabem do que falo. Todos conhecemos uma “vítima”.
Se tenho alguma paciência com as “vitimas” que ainda não descobriram que a Energia está à nossa disposição a todo o tempo e em todos os lugares bastando ir buscá-la, com aqueles que já sabem o Caminho para a Fonte e que esta é inesgotável, sou implacável!
Não posso e não permito, enquanto Ser de Luz, assistir ou condescender com comportamentos nefastos à minha Caminhada… e à da “vítima”.
O que é isso de magoar alguém? O que é ser “mau” para alguém?
Em verdade vos digo, assim como não podemos magoar Deus, é impossivel magoar alguém.
A mágoa é fruto das expectativas que criamos em relação aos outros. A mágoa vem de sentimentos mal aceites. A mágoa é o ego ferido a manifestar-se.
Então devo agradecer “ainda bem que me magoaste porque me permitiste ver o que não queria”.
Sem dúvida que terminar uma relação com alguém porque já não se ama, vai magoar. Seria então preferível continuar a dar meio-amor, meios-beijos, meios-abraços. Seria melhor não libertar a pessoa e condená-la com isso a nunca sentir a experiência de ser amado em plenitude?
É magoar alguém não querer estar com a pessoa porque a acha aborrecida, cansativa ou simplesmente porque não nos apetece? Será melhor fazer um sacrificio e aturá-la?
Imaginem agora que são essa pessoa aborrecida e que alguém está a fazer o sacrificio de vos aturar. Mas é claro que não sabem disso. Pelo contrário, até acham que aquela pessoa gosta de estar convosco. Que tal a sensação?
Mil vezes a sinceridade! Mesmo que vá magoar.
Não sou má por fazer as minhas escolhas e por viver a minha vida como eu a quero viver com quem a quero viver.
É a minha única liberdade!
Vender a minha alma e recusar-me a fazer opções duras é um preço que não estou disposta a pagar a troco de ser “boazinha”.
Que pena que não consigamos gostar de toda a gente a todo o tempo e corresponder sempre com aquilo que esperavam de nós. Tudo seria tão mais simples. E nós seríamos perfeitos.Mas não seríamos nós.
Portanto, não admito que me manipulem com a culpa de não fazer o que esperavam de mim, de não dizer aquilo que queriam de ouvir de mim, de não ser aquilo que querem que eu seja, mas aquilo que sou.
Para as vítimas: quando viverem a VOSSA VIDA e não a do marido, a dos filhos, a dos pais ou dos amigos, verão que a vida dos outros, as palavras dos outros e os actos dos outros afinal não têm assim tanta importância.
E se não gostam dela, mudem-na, por favor. Mas não queiram arranjar adeptos que vos dêem palmadinhas nas costas e vos consolem a pobreza de espirito.
Estou aqui para ajudar todos os meus irmãos que queiram ser ajudados.
Nunca os que que sentaram à beira do Caminho à espera de boleia. E muito menos aqueles que ainda me apontam o dedo e me querem responsabilizar por escolher não parar, abrir a porta do carro e transportá-los.
Peço também a mesma ajuda.Não me deixem sentada à boleia. Não parem, a não ser para me dizer " é essa a pessoa que queres ser?"
Muita consciência é que ao que apelo. Muita frontalidade. Connosco próprios primeiro e com todos o outros depois.
IdoMind
about the way I walk...