março 14, 2014

O SUICÍDIO DE CADA SIGNO



CARNEIRO: gosta de mortes violentas! Os seus pensamentos suicidas são do género, cheio de raiva e paixão como num filme Hollywoodiano, com muita acção, desgraça, exageros.
Tenta matar-se de mota, a alta velocidade ou atira-se de uma ponte à hora de trânsito. Querem ser vistos.

TOURO: Mata-se com veneno na comida, com efeito para duas horas depois, ou com muitos remédios para dormir...conforto até na morte...

GÉMEOS: Mata-se cortando a língua, num quarto escuro, sem net, telefone ou qualquer meio de comunicação...morte triste...

CARANGUEJO: Suicida-se por enforcamento, com um bilhete colado na mão a dizer " A culpa foi tua."
Caranguejos adoram culpar alguém...

LEÃO: Toma um veneno na noite de natal, 5 minutos antes da ceia, só para causar polémica. Leão gosta de fins dramáticos!!!
E inesquecíveis!

VIRGEM: Não consegue suicidar-se...Fica tanto tempo a planear os detalhes, que quando vai a ver, a vida já passou e ele morreu naturalmente.

BALANÇA: Fica super indeciso! Ou liga o gás e morre, ou corta os pulsos...e fica à espera que o encontrem e talvez salvem. Por fim decide - contrata alguém para mata-lo com um tiro. Balanças não assumem o que fazem.

ESCORPIÃO: vai para a cama com quem odeia, só para lhe sacar as impressões digitais e a seguir mata-se com facadas e de luvas.
Morre a lixar quem ele não gosta...

SAGITÁRIO: Toma 15 xanax e pula de Asa Delta... Morre de forma desportista e aventureira. Destemido (ou exibicionista)

CAPRICÓRNIO: Tiro na cabeça. Rápido e eficaz. Mas antes deixa todas as contas pagas,o testamento pronto, e já vestido com a roupa do enterro!
Capricórnio é responsável!

AQUÁRIO: Como é moderno, mata-se no facebook, no twitter, no tumblr e muda-se para a Patagónia. Suicido social, amigo! Tendência...

PEIXES: Embriaga-se, sai para rua todo nu e tenta ser atropelado... Mas como é azarado, parte as pernas e dá trabalho à família. Eita signo!



IdoMind



about confort ;)

Piadas de gente


- Como correu? - perguntou a mãe mosca ao seu filhote mosca
- Muito bem -  respondeu o pequeno mosquinha - Por onde quer que eu passasse toda a gente aplaudia!


Cada um se ilude como quer. 
E às vezes como nos permitem.


IdoMind

about double meanings

É isto



" A saudade só é bonita
na poesia..."

IdoMind

about beauty

...



Eu nunca o vi ter medo de nada.
Só de a perder...


IdoMind

about important people of my life

Sim?



Sim é a palavra mais diplomática que existe. Quase mágica, até. A gente diz sim e o problema desaparece!
A gente diz sim e o outro vai contente à sua vida. Deixando-nos sossegados na nossa.
A gente diz sim e não temos de discutir. De confrontar. De justificar.
O sim poupa-nos à trabalheira que é definirmos quem somos nas nossas relações com as pessoas. É que a gente diz sim e todos nos acham um espectáculo.

A gente diz sim a um filho e ele cala-se. Ficam todos felizes. E pode voltar-se ao nosso mundinho, com um drama a menos e dispensados do dever de educar.
A gente diz sim a um marido e ele nunca chega a conhecer-nos.Colecciona-se mais uma mágoa e um motivo para as trombas que ele acha que é mau feitio.Ou a menstruação.
A gente diz que sim a uma mulher e ela não faz perguntas. Segue-se em frente e olha-se para o lado, para outras mulheres, sem grandes questões.
A gente diz sim aos amigos e é sempre uma festa. E os mesmos amigos. Ninguém deixa de gostar de quem diz sempre que sim.
É uma maravilha o Sim. Só que não é.

A gente diz sim às injustiças, à maldade, ao desafecto, às desculpas mais que ultrapassadas, ao que não está bem e o que acontece é – nada. Nada muda.
Dizer sim, é ser cúmplice e perder o direito de reclamar no dia em que se ouvir um Não.

Isto tudo para dizer, que dizer Sim não é sempre positivo.


IdoMind



about blessed no

Agoras



- E agora?
- Agora, segue o teu coração.
- Qual dos bocados...?


IdoMind

about waiting for the storm to pass

Aqui. Estou aqui.



Há bocados de mim em ti.
É por isso que apareço, quando precisas que eu apareça.
Ou desapareço, quando mais querias que nunca tivesse partido.
Sinto as tuas dores.
E tu, mesmo que não saibas ou não acredites, sentes as minhas.
Eu sei isto. Somos a mesma coisa e dirigimos-nos para o mesmo sitio.
Que não há fim. Nestes nestes nossos pequenos fins. Temporários. Necessários...
A única tragédia, é desconhecê-lo.


IdoMind

about beautigul ties

Percebes.Percebes?



Comecei por um sorriso.
Um domingo à tarde disponível.
Um decidir tolerante,
sobre tantas intolerâncias.
E outras insignificâncias.
Comecei pelo possível.

Comecei por um olhar.
Por um coração.
Por um sentir,
sinceramente sentido.
Larguei o chão,
sem nunca partir
e sem ruído
estou sempre a chegar.

Comecei por uma alegria.
Por abandonar o cinzento,
e tudo o que entristece.
Por um receber o dia
e em agradecimento
aceitar o que esta vida

...me oferece.


IdoMind



about time off

Time is on our side...yes it is






Podemos até estar longe. Mas jamais estaremos separados.

De mim a ti e de ti a mim, vai apenas uma saudade.
E estamos juntos nessa certeza de que é só uma questão de tempo...

IdoMind

about circles

Abraça-TE



Já podes chorar... As pessoas choram.
A fragilidade só incomoda, quem é incapaz de abraçar.

IdoMind

I do

love hurts



É por te amar tanto
que te consinto até
que me magoes.
Chegas tão perto, 
que chegas a ser eu,
só que com outra pele.
E sabes que mais?
Ainda bem que és tu
a ensinar-me que no amor
cabem também
a raiva
a tristeza
a dor,só que duram menos
que do que as saudades
da tua gargalhada.

De ti...

IdoMind

about what is worth worrying about

Quem com ferro mata



Não é de intenções
que o inferno está cheio
mas das boas acções
que deixamos pelo meio.

Por isso não julguemos
para não sermos julgados
cadastro todos temos,
do que fomos culpados.

Quem se ajoelha
vai ter de rezar,
mas que Grande será
quando se levantar...
A cada um a sua cruz
e a força para a levar
desejo a todos muita Luz
para conseguirem chegar.



IdoMind

about what goes around

I just want your extra time and your...





É para beijar.

As feridas.
As faces,
E até o chão.

Os lábios,
a carne
a tua outra mão.

E uma mãe
um pai
cada irmão.

É para provar
a vida
temperada
de emoção...


IdoMind



about good tastes

Quem vai ao mar perde o lugar






Ela sabia bem onde estava. E como voltar quando se afastava.
Ouvira dizer várias vezes que o caminho do eremita é para alguns e do louco para a maioria, mas que o Diabo nos apanhava a todos, enlouquecendo os eremitas e amadurecendo os loucos.Era por isso que uns nunca partiam e outros nunca ficavam.Poucos estavam. O segredo era Estar.Poucos estavam. O segredo era Estar.IdoMind


Ao contrário dele, há dois anos tão deslocado, que se esquecera de como ali havia chegado...

As pessoas que se vão colocando no lugar estão sempre bem colocadas. Quando não estão, ou deixam de estar, deslocam-se de novo. Procuram outro lugar. Ainda que muito, muito, deslocado do lugar de onde queriam ser colocadas. 




about where I stand

dezembro 26, 2013

Those We Don´t Speak of


Não faz mal.
Ainda andas por aí, naquele vento que de repente se levanta e me desvia a franja só para me dar um beijo na testa. 
Estás nos degraus do metro e no casal que os sobe de dois em dois. Reconheço-te na indiferença deles à gente que passa sem os ver desaparecidos num beijo. Bastam-se e basta o amor. Agradeço-lhes em silêncio por terem esperado por mim para me mostrar que não sou especial.
Passeias à minha frente, no horizonte que invejo por te manter só para ele, protegido do meu pressentimento de que somos inevitáveis. Oculta-te, como se fosse preciso confiar que do lado de lá, os nossos caminhos se encontram e conversam  sossegados sobre sinais. Sinas. Sobre nós.

Por isso não faz mal.
Que estejas bem, longe. Ou não.
Ocupas-me da mesma maneira o chuveiro de manhã. Vens na água que me percorre. Se escorre. Limpa. Espreitas-me todos os  centímetros como se fossem teus, para ver se é tua marca que visto. E é ti que cheiro  naquele momento meu. Na intimidade ritualista, confidencial, à porta fechada, sou tua, mulher.
Tu resistes na fidelidade serena que não me deixa satisfazer com menos do que o tudo que tens para mim.
E não faz mal. Não faz mesmo.
Existimos. E sabemos disso.
Eu sei.
Sei-te.
Em cadeiras vazias. E noutros espaços impossíveis de ocupar.
Em fins de tarde, nos adeus ao mar, nos pés coberto pela areia gelada que gentilmente os vem tapar. Sinto a tua falta sem saber quem és e descubro que a solidão é afinal paciência com uma placa a dizer "Reservada".

Será parecido contigo?
Algures estarás tu a perguntar-te: é só isto?
A minha vida, é só isto?
O que mereço, é só isto?
O meu coração, é só isto?
Amanhã, de novo, é só isto?
Eu...Eu sou só isto?
Algures já não haverá suficiente para ti.Se for parecido contigo.
Nem sequer as mudanças súbitas servidas em bandejas douradas.
Vai ser como quiseste quando já não quiseres mais.
E então vais fingir. Justificar. Do erguer ao deitar.
Mas nesse algures será só isso, uma insatisfação.
Virás, um dia, cansado e faminto, confirmar que tinhas razão- eras muito mais do que aquilo.

Verás então a minha sombra, dançando em cima do sábio horizonte, que oculta o que deve ser conquistado depois de pressentido.
Chegarei a ti também na forma de brisa, a brincar-te ao ouvido, pedindo que continues só mais um bocadinho. Que acredites. Só mais um bocadinho. Por favor. Posso estar no café da esquina seguinte, com uma chávena de chá nos lábios, a sonhar acordada contigo.
Talvez te convertas a uma religião se algum anjo te atingir para que voltes a cabeça e me vejas. Sentada, na mesa perto da janela, de volta do rascunho de uma história acerca de pessoas que um dia querem mais. Exactamente como me imaginaste. Ouvindo música é claro, de caneta na mão. Vestido discreto, curto,  e o cabelo largado sobre um dos ombros, para que o outro fique desimpedido para ti. Sei que quando chegas gostas de descansar nele o teu rosto e roubar-me os restos de perfume ...Eu gosto que o faças. Vais reconhecer-me assim. Com um ombro disponível para ti...

Terás de não ter medo e entrar. Ficar de pé à minha frente e dizer olá. Sorrir-me.
Talvez não perceba logo que és tu. Já me enganei uma vez e fiz dez anos em apenas um. Estou bem mais velha e a minha visão deixou de enxergar o que não posso explicar.
Ajuda-me. Fica e relembra-me o porquê das perdas.Fala-me da Espera...
Senta-te se necessário até que te dê o sorriso rasgado brindando a tua chegada. O que farei com emoção indisfarçável, se bem me conheço e o mundo não me domar até lá.
Terás de arriscar o não. Pega-me pela mão e leva-me dali. Não pares nem olhes para trás até estarmos tão afastados que só restamos nós. E o som das nossas respirações aceleradas, cúmplices, fugitivas. Inocentes...
Terás de ser tu a começar a livrar-nos da saudade que nem sabíamos que tínhamos.  Num beco, num parque, de carros ou com árvores, junto ao rio, não interessa, puxa-me para ti para que te sinta o descompasso. Abraça-me como uma promessa que não voltarás a perder-me e afirma-o. Grita-o se necessário, para que fique registada neste tempo, por todo o tempo, a declaração da nossa indivisibilidade.De uma vitória.

Prometo-te que estarei por aí, como me imaginas, sentada a jardinar sobre a vida, seus sonhos, o vento e a brisa, até que chegues e me leves segura pela mão.
Por enquanto vais estando aqui, também em cenas bonitas de filmes que vejo e me trazem a esperança de que algures já acontecemos e novo aconteceremos.




IdoMind
                                                                                                                   about strange strangers
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