A boca que pede o pão que atiramos fora ou para o chão ou que endurece indiferente, na nossa mão, sofre a dor na barriga que nos falta sentir no coração. A sua fome é de Amor temperado com compaixão... IdoMind
A vida quer-se encantada de gente que se quer encantar. De divertidos e dos que vêem a festa passar. De inteligentes e dos bons a enganar. Dos emotivos e dos que não sabem como faz bem chorar. De gente generosa ou a caminho de aprender a dar... De brancos, pretos e dos que gostam de misturar. Nunca é demais gente com coragem para amar...
A vida quer-se Ampla. Muito larga, para que todos possamos passar sem atropelos, sem necessidades,pequeninas, ...de magoar. IdoMind
Mais do que nunca preciso de sins. E de sóis. Em ti. Em tudo. Preciso de luzes em túneis que preciso, mais que nunca, pouco longos e menos escuros. Preciso do que fomos, como uma pequena brasa, sozinha e enfraquecida, mantendo o resto da esperança na tal escrita certa por linhas tortas. Tem de ser. Preciso que sejamos... Preciso do dia, em que estes dias, estranhos e tristes, tenham estado ao serviço do nosso destino. Nem que por enquanto precise de saudades para que não me morras nem te mate da desilusão de seres só um homem.
Preciso, mais do que nunca, que para nós nunca seja tarde demais... IdoMind
Quantas folhas tem o velho salgueiro, da casa dos teus pais? Quantos grãos de areia ficam molhados depois da onda se espraiar? Quantos fios do teu cabelo são agora brancos? Quantas palavras desprovidas de significado, são ditas por dia? Num ano... Quantos livros há por escrever? Quantas pedras revolve o nosso rio ao respirar? Quantos poros tem a minha pele? Quantas luas são testemunhas de quantas promessas deixadas por cumprir? Quantos pensamentos doces têm um único nome?
É igual quando me perguntas, quanto é o meu amor por ti - Imenso... IdoMind
Encontrei um papel que dizia para escrever um papel para me lembrar que a dor de ontem, que tanto doía, desde ontem que está a serenar. E eu não percebia. Esqueci-me de me dar o recado que o corpo com carne é passageiro. É a alma em que vem embrulhado que mesmo desfeito, o faz mais inteiro. E eu presa a um bocado.
Lembrei-me então de nos esquecer naquela parte que me fez pior. Subi ao cimo de mim para reescrever o passado entendido, numa versão melhor. Com os olhos do Amor.
Bruxas, encantamentos e muita maldade aguardam-nos sempre ao longo da Estrada. Mas não é por mal, antes por cumplicidade que ora nos fazem a Ferida, ora somos a Espada. É o Fado, é dualidade.
Encontrei um papel e nele escrevi: " Tu és Eu mas numa escolha diferente perdoa-me, irmão, se só agora te vi a reflectir o que eu mesma sou, Realmente...."
deixa-me perguntar se te pareço tão assustado assim. Não me sinto deslocado, talvez curioso, mas nem surpreso. algo em ti me puxa sempre ao sentimento, mesmo antes de te conhecer, lembras-te, uma propensão para te tratar bem, cuidar, vulnerabilizar os meus modos, recusar admitir que também eu sou capaz de crueldades quotidianas e impunes. queria conversar contigo sobre o nelson, que foi ver as coisas a arder fotografando a própria pele. queria falar-te da isabel e de como choramos juntos, muito maricas, quando nos correm mal estes amores ou, pior, a nossa amizade. esta noite sonhei contigo e achei graça dizer-te que cheirava mal na nossa cama. que me incomodou a luz a entrar pela persiana por fechar. que ouvi com dor o orgasmo da vizinha de baixo
queria que soubesses que também eu poderia ter ardido para o nelson fotografar. queria que soubesses que também poderia parar de chorar pela isabel. queria que soubesses que o faria exclusivamente para arruinar o meu coração, se fosse a tua vontade e com isso te deixasse em paz. faria qualquer coisa, ainda que quisesse morrer a seguir, faria qualquer coisa que, por um instante, te pusesse a pensar em mim
valter hugo mãe, in 'contabilidade' Faria qualquer coisa que te fizesse vir para mim... IdoMind
Gosto de Normal. Gosto de gente que combina com a gente. Gosto de velhos amigos. E gosto de amigos novos que nos cheiram a familiar. Gosto de tremoços. Gosto de reclamar do emprego que preciso, mas ainda assim vestir-lhe a camisola.Todos os dias porque todos os dias me refaço. Gosto de mim a gostar dos outros. Gosto de dar a mão. Gosto que segurem a minha quando fica pendurada sem saber onde se agarrar. Gosto de zapping quando estou muito cansada. Gosto de ler na casa-de-banho. Gosto quando me entendem. Gosto que me digam sim nos meus dias não. Gosto de ser Humana.
Quando saiam do carro, logo as suas mãos se procuravam uma à outra, e, por baixo da mesa de qualquer café, as suas pernas instintivamente se tocavam. Não tinham corpos. Tinham imans.
Um dia deu-lhe uma flor dos indianos e riram muito porque eram a letra de uma canção de amor. Não comiam, não dormiam, só pensavam um no outro. E mesmo quando não estavam juntos, estavam sempre um com o outro. Não tinham só almas. Tinham uma história antiga de Encontros por acabar.
Acontecera-lhes o Amor. Queriam-se na alegria e queriam-se ainda mais na tristeza. Respeitavam-se no silêncio que é necessário e falavam, sobretudo na cama, a linguagem que dispensa as palavras para ser entendida. Era isso. Entendiam-se. Muito bem. Mesmo quando se desentendidam, compreendiam-se.
Por vezes pediam ajuda um ao outro porque unidos eram mais fortes, conforme foram descobrindo a cada teste de resistência à casinha com cerca branca que andavam a construir. Ainda não havia acordo quanto ao cão.
À noite ficavam um bocado na varanda a admirar as estrelas e diziam obrigado baixinho. Ambos sabiam que haviam encontrado o seu lugar no Universo... IdoMind
Amor, meu grande amor Não chegue na hora marcada Assim como as canções Como as paixões E as palavras... Me veja nos seus olhos Na minha cara lavada Me venha sem saber Se sou fogo Ou se sou água...
(...)
Enquanto me tiver Que eu seja O último e o primeiro E quando eu te encontrar Meu grande amor Me reconheça... Rô Rô Angela IdoMind