julho 30, 2013

E...?





Gosto de Normal.
Gosto de gente que combina com a gente.
Gosto de velhos amigos. E gosto de amigos novos que nos cheiram a familiar.
Gosto de tremoços.
Gosto de reclamar do emprego que preciso, mas ainda assim vestir-lhe a camisola.Todos os dias porque todos os dias me refaço.
Gosto de mim a gostar dos outros.
Gosto de dar a mão.
Gosto que segurem a minha quando fica pendurada sem saber onde se agarrar.
Gosto de zapping quando estou muito cansada.
Gosto de ler na casa-de-banho.
Gosto quando me entendem.
Gosto que me digam sim nos meus dias não.
Gosto de ser Humana.

E gosto de ti.


IdoMind
about being normal, by being natural

Ando.



E se de repente
numa tarde sem vento
numa rua sem brisa
um arrepio acontecer,
vou virar-me
e sei
que vou ver-te a alma
aos beijinhos na minha.

IdoMind.
about this

É o que há




Nasceste
onde não tens de morrer.
Chegaste
onde não tens de ficar.
Tiveste 
o que não tens de manter.
Fizeste 
o que não tens de continuar.
Assim te Tornaste
quem não tens de ser...

Pois isto tudo
e a ti, sobretudo,
a qualquer hora
e porque não agora,
tens o poder
de Mudar.

IdoMind
about feet on the ground

julho 23, 2013

Terapia



Quando saiam do carro, logo as suas mãos se procuravam uma à outra, e, por baixo da mesa de qualquer café, as suas pernas instintivamente se tocavam. Não tinham corpos. Tinham imans. 

Um dia deu-lhe uma flor dos indianos e riram muito porque eram a letra de uma canção de amor. Não comiam, não dormiam, só pensavam um no outro. E mesmo quando não estavam juntos, estavam sempre um com o outro. Não tinham só almas. Tinham uma história antiga de Encontros por acabar.


Acontecera-lhes o Amor.
Queriam-se na alegria e queriam-se ainda mais na tristeza.
Respeitavam-se no silêncio que é necessário e falavam, sobretudo na cama, a linguagem que dispensa as palavras para ser entendida. Era isso. Entendiam-se. Muito bem.
Mesmo quando se desentendidam, compreendiam-se.


Por vezes pediam ajuda um ao outro porque unidos eram mais fortes, conforme foram descobrindo a cada teste de resistência à casinha com cerca branca que andavam a construir.
Ainda não havia acordo quanto ao cão.

À noite ficavam um bocado na varanda a admirar as estrelas e diziam obrigado baixinho. Ambos sabiam que haviam encontrado o seu lugar no Universo...


IdoMind
about pirosices

Amor, meu Grande Amor


Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções
Como as paixões
E as palavras...

Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo
Ou se sou água...

(...)

Enquanto me tiver
Que eu seja
O último e o primeiro
E quando eu te encontrar
Meu grande amor
Me reconheça...


Rô Rô Angela

IdoMind
about look

Fixe



Pode ser que os oceanos 
se tornem românticos
e ouvindo-me a falar de ti,
com esta saudade,
te tragam
numa maré
a desaguar nos meus lábios.


Tenho um beijo por dar.


IdoMind
about dreams

Esforças-te?




Farás o que disseste
quando estava tudo bem,
sem fins anunciados,
sem sombras
sob a nossa cama
nem noites
sem sono
nem sonhos?


Serás o pilar que prometeste
quando a casa era nova
sem fendas
sem mossas
nas paredes
nem degraus
aos gritos a ranger
de tão pisados?


Suportas-me
na mudança
da pele partida?
Aguentas-me
as ruínas
para que nos reconstrua?


IdoMind

about you, there, for me.

Porque sim.



Por nada de muito extraordinário.
Apenas porque
andaste por onde andaste
perdeste-te
voltaste.
Erraste o que erraste
reconheceste
recomeçaste.

Apenas porque
chegaste
me viste,
paraste
sorriste.
Até hoje.

Apenas porque
algures,
alguma coisa,
entendeu que juntos
seria mais divertido.
Perfeito.
E tu concordaste.

Apenas porque
gosto
muito
de ti.
E te te ter
aqui.
Comigo.
Parceiro
amante
amigo.



IdoMind

about being sweet

Desassossego-me



Comigo,
vais lá acima
voltas abaixo
e se não estiveres cansado, 
ainda vais ao centro.
Vais a meu lado
para todo o lado,
Vamos para fora
cá dentro.

Vais ver estrelas
deitado na lua
a apanhar sol.
E se não ficares perdido
largo-te numa rua
de uma cidade qualquer.
Numa ilha esquecido.
ou pendurado
num farol.

É esta a viagem
que tenho para te oferecer.
A vida está de passagem
e amanhã podemos morrer.
A tua grande vantagem,
se tal te suceder,
é que ate mesmo o além
já te levei a conhecer.

IdoMind

about don't stop moving, knowing...

Quem tem medo do lobo mau?




É um amansar a besta
sem matar o animal
dar-lhe a comer da cesta,
à mesa da floresta,
um amor visceral.
É fazer uma festa,
sem medo,
no bicho ferido
curar-lhe o que resta
do corpo da vida dorido.


É esperar o sol nascer
e com ele a transformação
do homem a aparecer
da alma a irromper
de uma longa escuridão.
É o dar um beijo inocente
quando nos quiser morder
olhar a fera de frente
e dizer
com suavidade:

" Não vim para te prender,
mas para dar, também,
... liberdade.

IdoMind


about hands that feed

Toques



Toca-me.
Afina-me.
Mexe-me nas cordas todas
até que me sintas
perfeita
para inventar contigo
uma canção
sobre Ficar
Cuidar
e Construir.

Faz-me uma música
no coração.
Pousa nele a tua mão
até que lhe apanhes o
compasso
e oiças, que somados,
todos os meus sons
sabem o teu nome.

Toca-me
onde nunca fui tocada.
Em troca
entrego-me
da cabeça aos pés
por fora e lá de dentro,
para me escrevas a
mais linda composição
alguma vez criada.



IdoMind
about harmony

julho 01, 2013

No fim como no príncipio



Por mim,
ainda estaríamos a florir
na primavera do nosso sonho.
A dar frutos, talvez.
Os dois, observando
como crescia
o que criávamos,
lado a lado,
calo a calo,
ano a ano,
com aquela massa
de que são feitas
todas as coisas que
duram
muito para lá de nós
e de todas as pequenas
fomes de felicidade.

Por mim,
ainda estaríamos sentados
no terraço virado
para o mar,
beijando
um ao outro
cada ruga nova
descoberta
nas nossas mãos
nascidas para encaixar.


Por mim,
era contigo
numa noite estrelada qualquer,
que queria escrever
a última página
do meu diário.
E dar-ta a ler.
Comovida.
Agradecida.
Numa mistura
de emoção
e outra coisa qualquer
intraduzível em palavras
por mais compridas
complexas
ou bonitas
que entretanto se inventassem
para o descrever.

Por mim,
o fim seria diferente.
Mas pode ser que
a nossa história
seja sobre perdas,
espaços que ficam por encher
e acabe bem
é assim.
Eu aqui,
tu aí,
sem direito ao
para sempre.


IdoMind


about old silly beliefs

Sim?


Convido-te para uma conversa
onde quiseres e te der jeito.
Se for coisa que te interessa
retirar esses espinhos do peito.

Desafio-te a desabafar
sobre todo o mal que te fiz.
para que possamos arrancar,
todo esse mal pela raiz.

Como tu, estou a aprender
o caminho da perfeição.
Crê, nunca te quis ofender
nem magoar, foi minha intenção.

Vem por isso, desarmada
que eu vou assim também.
Quero a minha alma aliviada
dos pesos que ainda tem.

Gostava que dissesses sim
a este meu sincero pedido
e juntas déssemos um fim
a qualquer mal-entendido.

Os destinos podem ser desligados
se for essa a nossa vontade.
Os erros estão-te perdoados
e desejo-te apenas felicidade.


IdoMind
about my peace of mind

hummmmm


Está um dia lindo
para me apaixonar por mim.
Olhar-me, com as vistas lavadas
das asneiras do passado
e conceder-me o benefício 
de um recomeço.
Que dia maravilhoso
para esta consciência
da minha pele frágil,
resistindo às chicotadas
sem se deixar ferir
para sempre,
profundamente,
pelas marcas que ficam.

Estou aqui.
Neste dia lindo,
desmarcada e pronta,
para recomeçar a olhar
por mim
e apaixonar-me
por quem me faço.


IdoMind
about me.

Frente a frente


A pergunta principal 
é a última a ser feita
de frente, com honestidade.
Só perto do final
e afogados na colheita
se aceita a verdade.

Os sinais há muito gritavam
o que a alma queria
de nós.
As noites já então falavam
que o coração pedia
a voz.

Mas parar para ouvir
tem este perigo
um tanto terrível -
levar-nos a partir,
deixando atrás o antigo,
rumo ao invisível.

É fácil de perceber
o momento de acabar
seja com o que for:
se só já nos faz sofrer
e ainda tiver para dar
mais e muita dor.

Por isso,
Levar a vida Bem
é uma obrigação
e dar algo bom também
como retribuição.


IdoMind

about keeping only what's good
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