fevereiro 28, 2009
Jardim
fevereiro 23, 2009

Devido a compromissos profissionais o meu tempo tem sido escasso para tratar do Jardim. Hoje ao ler o post no Grimoire do Mago acerca das mudanças, lembrei-me de mais um desabafo que escrevi num dia em que o peso do mundo se fez sentir mais que nos outros dias.
E hoje partilho-o aqui.
Que plantem bem e colham em abundância..
IdoMind
Quem somos
Quem me conhece sabe que o regresso ao meu planeta de origem é uma questão de tempo.
Como tenho o hábito de dizer: “ Bem olho para o céu, mas a nave, ou se perdeu ou ficou sem combustível… Cada vez me sinto mais e mais alienígena.
Consideramo-nos todos uns mestres e deleitamo-nos na nossa auto proclamada esperteza quando na realidade nem sequer saímos do infantário.
Hoje vi que assim é.Tantas fachadas, tantos faz-de-conta, tantas ausências de si próprio. As minhas palavras não encerram qualquer tipo de julgamento.Estou apenas a constatar.
E depois…depois é com cada um manter ou não a fachada e perpetuar a mentira.
A alternativa, que pode ser difícil, que pode causar uma ou outra lágrima, que nos pode levar a uma solidão temporária, é usar o grande poder que nos foi dado e MUDAR tudo aquilo que já não reflecte a visão mais grandiosa que temos de nós mesmos.
I really do Mind
fevereiro 02, 2009
A Tempestade
Hoje sai do meu Jardim e fui visitar outro, um que me inspira a todo o tempo e a toda a hora. Fui até Sintra em busca de alguma confirmação e fazer as oferendas à Mãe, sem nunca mais me lembrar das tempestades que se tinham abatido neste fim-de-semana.
Assim, não estava nada à espera do espectáculo a que tive direito. Se por um lado havia árvores caídas, já arrumadas a um canto à espera que a Câmara tenha tempo de fazer a limpeza a tudo, por outro lado só se via a Força da Mãe Natureza a manifestar-se. Em cada curva aparecia um riacho cheio de água, pronto para voltar a dar alimento à verdura do local. As fontes que ainda há pouco tempo apenas pingavam escassas gotas de água, estavam repletas e as gotas até fazia barulho quando caíam no cimento, tal era a abundância.
Enquanto caminhava absorta pela beleza da cena, não pude deixar de sentir como a mãe estava tão contente, a manifestar tanta vida, o barulho que o Monte da Lua hoje tinha raramente encontrei nas minhas visitas, como poderia ela estar assim se tinha perdido tanta coisa? Sentei e fechei os olhos e à minha frente surgiu uma imagem nítida como um girassol, ramos a partirem-se para outros terem espaço para crescer, árvores a tombarem e rebentos já a nascerem aos seus pés, a força da água a alimentar toda a Vida que ainda está escondida por baixo da Terra, à espera do Sol para se atreverem a enfrentar o Mundo.
Não são assim todas as tempestades que se abatem sobre o nosso Jardim? Não deveríamos tentar tirar os mesmos ensinamentos?
Acolhemo-las com coragem e tranquilidade ou lançamos as mãos ao céu em tom de desgraça, amaldiçoando quem quer que esteja lá em cima e nos tenha feito essa partida?
Tudo na vida se faz através de renovações e aquilo que não é renovado é pura e simplesmente eliminado. Nesta altura do ano em que o Sol renasce, aproveitemos a sua força para nos iluminar, para levar luz às sementes que andam a germinar há muito tempo, sintonizemo-nos com a Mãe Natureza e aprendamos aquilo que ela tem para nos ensinar. Aceitemos tudo o que nos surge sem resistência, de certo que haverá muito mais a fazer do que ficar agarrado a velhas formas de pensar e de viver.
Que assim seja sempre!