
Foi grande a satisfação desta jardineira pelas reacções provocadas pela semente anterior “Exame de Consciência: precisa-se”. Percebi, todavia, que não me fiz entender de forma inequívoca, o que não posso ser de modo algum... Gosto que me entendam bem. Nesse sentido vou aqui transcrever a resposta que dei ao Viajante, um regador atento deste pequeno canteiro e um homem, que a minha intuição, diz ser generoso e empenhado em fazer o Caminho o melhor possível.
Aqui vão estes grãos de adubo:
“Sou apenas uma, mas consciente das duas que vivem em mim. O meu pedido, em tudo o que escrevo, tem sido apenas um, que aceitemos os dois cães que habitam em nós e escolhamos aquele que queremos alimentar.
Sou a mesma que usa da doçura mas sem abdicar da verdade. Sou a mesma que dá carinho sem excluir a frontalidade. Sou, acima de tudo, a mesma que escolhe ser ela própria.
Sim. Quando escrevi este texto estava zangada. Não retiro, porém, uma vírgula. É o que penso sem tirar, nem por. Sou uma pessoa tranquila, que raramente perde a calma ou se deixa controlar por emoções. Este post foi fruto do cansaço pela dor que uma “vitima” tem vindo a provocar em alguém que amo muito.
Sim. Quando escrevi este texto estava zangada. Não retiro, porém, uma vírgula. É o que penso sem tirar, nem por. Sou uma pessoa tranquila, que raramente perde a calma ou se deixa controlar por emoções. Este post foi fruto do cansaço pela dor que uma “vitima” tem vindo a provocar em alguém que amo muito.
Claro que é mais fácil estar do lado de vítimas do que do lado do pseudo-vitimizador. É tão mais fácil compreender o coitadinho que o corajoso. Este é o perigo das "vitimas".Por isso são a mais vil forma de manipulação, porque é a mais funcional. Então aqui (blogesfera, internet...) tudo se torna ainda mais simples porque ninguém nos conhece, então podemos dar a imagem que queremos, ser aquilo que quisermos, até a pobre vitima com quem os amigos são “maus”.
Estava zangada porque não suporto nada que seja subreceptício. Que rasteje na escuridão. Não suporto os “sons de baixa-frequência”… Eu sou barulhenta, faço-me notar, faço-me ouvir. E Deus me ajude a ser sempre assim. Com todos, eu tenho essa responsabilidade para que escolham se me querem ouvir ou não.
Obviamente que não sou uma ilha. Nem quero. Vivo, convivo, observo, escuto e, com tudo isto, aprendo. Ou pelo menos tento. Já tive boas e más experiências como toda gente. Já ri muito e chorei em doses que deviam ser proibidas. Já conheci gente maravilhosa e outra assim não tão maravilhosa. Por tudo agradeço. Isto não é só conversa bonita. Agradeço mesmo.Voltando atrás, não alteraria nada se tudo foi necessário para chegar aqui como cheguei. Cresci, mudei e continuo a crescer e a mudar.
Obrigada a todos, aos que comigo continuaram e aos que seguiram outros rumos.
O Viajante fala em “mais evoluída”.Não sei do que fala. Ainda não vejo nenhuma auréola na minha cabeça, nem noto penas nas costas... Estou em evolução. Assim como o Viajante. Como a Shin-Tau, como outros… É natural que provoque lágrimas, como já mas provocaram. Ocasionalmente devo causar dor, como já me causaram a mim. Não gosto de toda a gente, assim como toda a gente não gosta de mim. Chama-se VIDA!
Nem o Mestre agradou a todos. Nem o Mestre a todos curou. Continua a chamar-se VIDA!
O importante é que sejamos fieis e verdadeiros para que o nosso e vosso caminho se cumpra.
Viajante, há dias em que penso se o meu sacrifício limpasse os males do mundo e desse uma nova oportunidade de começarmos de novo, eu caminhava para a cruz com um sorriso nos lábios. Do fundo do meu coração…O meu texto foi e é dirigido para aqueles que querem carregar uma cruz mas que todos os dias a amaldiçoam. Essa cruz torna-se a única razão de viver e curvados com o seu peso passeiam-se à nossa frente para chamar a nossa atenção, para atrair a nossa solidariedade, para roubar a nossa energia. Algumas pessoas sem cruz não reparamos nelas…sabe que é verdade. Todos temos cruzes, o segredo está em mudar a posição perante ela.Mais uma vez a resposta é o Amor.” E agora acrescento, por tudo aquilo que carregamos e se assim for logo percebemos que nada estamos a carregar mas apenas a apoiar.
Deixo agora um pensamento a todos aqueles que com muita dificuldade leram as minhas palavras: cuidado, examinem-se também a fim de perceber se aquilo que alimentam é uma relação de simbiose em que todos crescem e se entreajudam nesse crescimento ou se estão a dar guarida a parasitas.
Ambas as semente lançadas tiveram como alvo os pulgões que primeiro tiram a beleza da planta, depois lhe tiram a força e por fim a matam e não as abelhas que apenas extraem o pólen para fazer mel…
Ambas as semente lançadas tiveram como alvo os pulgões que primeiro tiram a beleza da planta, depois lhe tiram a força e por fim a matam e não as abelhas que apenas extraem o pólen para fazer mel…
A todas as abelhas, às flores e às relações saudáveis num jardim onde todos podem beber as gotas da chuva enviadas pelas nuvens e os raios de sol descidos do céu… as minhas mãos, o meu abraço e o meu sorriso..sempre.
IdoMind
about my garden...