janeiro 06, 2009

Ao contemplar o exterior vejo-me a mim

Estava a observar o exterior e reparei num jovem cedro, recentemente plantado, que se movia. As Sílfides sopravam um Ar frio, mas o Cedro não se importava, aproveitava aquele movimento e dançava...indiferente ao que os outros cedros pensavam. Alguns repreendiam-no:

- Louco, não é assim que as Árvores se mexem. Os teus ramos estão mal postos!

Mas ele não ligava, afinal, afinal, aquele momento dava-lhe muito prazer.

Os seus ramos faziam uns movimento harmoniosos e imitavam aquilo que nós, humanos, consideramos movimentos de dança. Mas para o Cedro, ele apenas respitava as Leis da Natureza, respeitava as Ordens das Sílfides e não oferecia resistência aos Ventos da Mudança que elas sopravam e, então, pensei.

Não são os ramos que dançam, mas a minha Alma que se move. É o meu Interior que deseja ver o Belo e encontra-o naquilo que está fora.

Que bom seria se todos os dias conseguissemos ver o exterior como manifestação do nosso próprio Interior. As lições seriam mais fáceis de aprender e estaríamos sempre em sintonia connosco.

Quando os Ventos da Mudança soprarem, respeitem-nos, não lhe ofereçam resistência, aproveitem e deixem-se dançar ao som do Vento, tudo será mais simples.

Assim seja

5 comentários:

IdoMind disse...

Bom, no meu caso dependeria da força do vento.Não é uma brisasita que me faz balouçar os ramos...lol
Fala-se em mudança e até tremo, mas bem sei como é importante aceitá-las.Também só temos duas opções:aceitar ou adiar, porque as mudanças enquanto motores do nosso crescimento não podem ser travadas e muito menos banidas da nossa vida.Eu sei disso...
Belo texto para o inicio no ano e um excelente lembrete para a próxima mudança (a que sempre tento resistir!).
beijos

Viajante disse...

Olá Shin Tau


Reflexão linda, de facto vamos ter de ser como o cedro e não resistir aos ventos de mudança que por aí vêm. Também temos de estar atentos ao que o vento nos diz. Este ano será um ano de introspecção, talvez de algum isolamento(não solidão)para que possamos ouvir o silêncio.

Saudações

O Viajante

O Velho disse...

Belas e sábias palavras, minha amiga!

"Não são os ramos que dançam, mas a minha alma que se move."

Lindo!

Quanto à mulher/deusa,sim, está certa! Só não vai contar pra todo mundo, senão estraga o final! rsrs

E não são só os dois que se dependem mutuamente... Afinal, na natureza, o pequeno está no grande. O masculino e feminino ainda vão se encontrar em outros âmbitos.

Grande beijo, grande paz!

;-)

O Velho disse...

Ha, ha, ha!!

É brincadeira! Pode comentar à vontade. rsrs


Fico muito agradecido e feliz pelo carinho, viu! Mas os ensinamentos não são meus não. De qualquer forma, concordo que sejam profundos, belos e importantes. Até porque esse é o motivo que mais me motiva transmitir essas mensagens: A grandeza inerente a elas. E, se ainda não acho que tenho méritos suficientes para recebê-las, ao menos compenso isso transmitindo-as!

Muita paz, minha amiga! Muita luz e muita força na sua caminhada!

;-)

Medusa disse...

Encontrei este blog no momento certo, e estou muito grata à Deusa por isso. Nestes tempos de trevas (pessoais e colectivas), que cada um de nós possa sempre contar com uma destas luzes, simples mas fundamentais para iluminar o caminho da nossa auto-descoberta, tantas vezes doloroso mas sempre inevitável.

Namaste!

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