julho 01, 2009

Meu Deus...

Mesmo ao jeito da IdoMind, escrevo um post intitulado “ Sexta-feira: o dia do prazer” e depois desapareço duas semanas…
Lamentavelmente nada teve a ver com as minhas abrasadoras experiências culinárias...
Depois das mudanças dos últimos meses, vem a adaptação, o reajuste. As consequências das minhas escolhas e a vontade firme de ajudar a minha árvore recém-plantada a frutificar e a crescer para lá das nuvens, obrigou-me a uma dedicação exclusiva. O Jardim não recebeu, por isso, a atenção habitual.
Mas estou de volta. Hoje é dia de ver Deus. Sei que gostam mais da Loucura, mas fica a promessa que compensarei com uma verdadeiramente louca na próxima semana.
Mais que ver Deus, tenho-O sentido. Respirei fundo e tomei decisões. É importante decidir. É importante confiar que a vida não é para se temer mas para se viver. E que cair faz bem. Por vezes, é com o nariz no chão e os joelhos esmurrados que damos de caras com a força anestesiada dentro de nós.



Apercebi-me que as palavras dos vários Mestres não são só palavras. Que são A palavra. Pobres homens que andam a gritar o mesmo há milénios. Pobres de nós que ensurdecemos a nossa alma e tornamos a experiência tão mais difícil do que alguma vez deveria ser.
Para aliviar, e porque no fundo sabemos que temos de estar enganados acerca disto tudo, procuramos, avidamente, respostas. Em todos os lados. Em todas as pessoas. Desde mapas astrais a conselhos de amigas. Vale tudo menos parar e ouvir o que temos a dizer a nós próprios.


Mas a verdade é que apenas nós sabemos a direcção e o rumo. Bem como o destino. Ninguém nos diz nada que nós já não saibamos. Temos é dificuldade em acreditar em nós. Ou medo. Indelével, perante as nossas maiores dúvidas, um murmúrio passa rente ao ouvido soprando “sim, é por aí, não receies”. O arrepio que eriça os cabelos quando os olhos pousam sobre aquele alguém. O cheiro que fala connosco e nos leva para longe. Quem já não sentiu todas estas coisas?
Acredito que Deus, ou como Lhe queiram chamar, não deixou de falar há dois mil atrás para alguns escolhidos, em boa forma física (parece que Deus só falava nas montanhas!).
Acredito que Ele fala comigo. Sempre. Para o escutar melhor e porque os meus filtros também se sujam, estabeleci um código de comunicação.


Dirijo-me ao Arquitecto como se fosse o meu melhor amigo e costumo dizer-lhe “ Bem sei que sabes quais são as minhas angústias, mas…” e depois ponho o coração a falar. Por fim peço que me ajude a ver a estrada mais brilhante para mim. E costuma resultar. O brilho já veio de caminhos que não me apetecia nada percorrer, mas reconheço que foram os mais importantes e que me levaram mais perto de onde devia chegar.



Peço sinais. E sinais são-me dados. Nas grandes e nas pequenas coisas. Porque confio que Ele me ouve. E que ama. Muito. Se me pedissem para descrever a minha vida, diria que tem sido feita de Fé. Na confiança absoluta num par de mãos que me acompanha incansavelmente. Amorosamente.


Era isto que queria partilhar esta semana. Mostrar-vos o Meu Deus que vai comigo para o trabalho. Que está sentado ao meu lado no carro a ouvir comigo o último albúm de Placebo. Que ri das piadas parvas do meu melhor amigo. Que me murmura coisas, eriça o cabelo e põe fragrâncias no ar…
Não sei se é o mesmo que o Vosso. Talvez não seja. Mas não custa perguntar-Lhe, pois não?
IdoMind


About listening

3 comentários:

Marise Catrine disse...

IdoMind,

Welcome back!
Missed you.

***

António Rosa, José disse...

Aconchegante.

Beijo

Maria de Fátima disse...

Olá IdoMind lindo as usual.Beijocas grandes e fofas.

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